sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mulheres Girafa

Em casas de palha nos vilarejos da região montanhosa, ao norte da Tailândia, vivem as mulheres girafas. Sorridentes e com andar altivo, essas mulheres pertencem à tribo dos Karen Padaung, uma das tribos que, há cerca de 60 anos, fugiram da brutalidade do regime militar na vizinha Myanmar (antiga Birmânia), procurando refúgio nas montanhas do noroeste tailandês.  Para esse grupo, o centro da alma é o pescoço, responsável por proteger os habitantes, e a identidade da tribo.

Os Padaung também acreditam que a beleza da mulher é proporcional ao comprimento de seu pescoço. E, para que ele cresça cada vez mais, aros são colocados nesta região do corpo ainda na infância — a partir dos cinco anos de idade —, de forma que na idade matrimonial, as mulheres já possuam uma distância entre a cabeça e os ombros entre 25 e 30 centímetros. Elas também usam aros nos pulsos e tornozelos para que os mesmos afinem. Até o final de suas vidas, uma mulher girafa pode carregar mais de 10 quilos de aros no pescoço. Somando estes aros ao peso dos anéis e aros usados em outras partes do corpo, uma mulher chega a carregar até 20 quilos.

Essas argolas provocam uma espécie de ilusão de ótica. À primeira vista, a impressão é que o pescoço é mais comprido. Na verdade, ele é do tamanho normal. O que as argolas fazem é pressionar os ossos da clavícula, fazendo uma deformação na caixa torácica.

Para cada inserção de aro, é realizada uma cerimônia: sempre na lua cheia, a curandeira da comunidade massageia delicadamente o pescoço da mulher ou menina. Os aros são colocados até atingir o número de vinte e cinco e nunca são tirados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário