Blog da Nisia Jornalista
sábado, 31 de outubro de 2026
A curva das Melodias na Noite de Halloween!
![]() |
Ninguém sabia ao certo de onde vinha O Violinista. Alguns diziam que surgia das estrelas; outros, que habitava uma cidade distante escondida entre colinas de névoa. Havia quem acreditasse que ele não pertencia ao mundo dos homens, mas ao das histórias que escolhemos guardar no coração. O fato é que, em certas noites de outubro, ele aparecia.
Naquela noite, o céu estava coberto de estrelas. A antiga rua de paralelepípedos brilhava sob a luz dos lampiões, curvando-se tão acentuadamente que parecia conduzir a outro mundo. Ao longo da calçada, abóboras iluminadas guardavam o caminho, enquanto vitrines e fachadas permaneciam acesas como se toda a cidade estivesse esperando por alguém.
Foi então que O Violinista surgiu na curva. Carregava o violino em uma das mãos e caminhava sem pressa. Passava diante das janelas iluminadas observando tudo em silêncio, como quem procura algo perdido. E talvez procurasse mesmo. Diziam que ele possuía um dom raro: conseguia ouvir saudades. Não as palavras nem os pensamentos, mas as saudades. Cada uma delas tinha uma nota própria, formando melodias invisíveis que apenas ele era capaz de escutar.
Quando encontrou a canção certa, parou. Levou o violino ao ombro e começou a tocar. As notas subiram ao céu, percorreram as ruas e entraram pelas janelas abertas. As abóboras pareceram brilhar mais intensamente; os reflexos dourados dançaram sobre os paralelepípedos; até as estrelas pareciam ouvir.
Dentro das casas, as pessoas interromperam suas rotinas. Alguns sorriram sem entender a razão. Outros sentiram os olhos marejarem ao reencontrar lembranças adormecidas. Porque a música do Violinista não transformava o mundo. Apenas devolvia a cada pessoa algo que ela havia perdido dentro de si.
Quando a última nota desapareceu na noite, ele guardou o instrumento e retomou sua caminhada. Seguiu pela rua curva até desaparecer além da luz dos lampiões. Ninguém tentou detê-lo. Figuras como ele não pertencem a lugar algum. Pertencem aos caminhos, às noites estreladas e às memórias que insistem em viver.
E dizem que, toda vez que o Halloween retorna e as abóboras voltam a iluminar aquela rua antiga, ainda é possível ouvir, ao longe, uma melodia perdida no vento. Talvez seja apenas imaginação.
Ou talvez seja O Violinista voltando para casa!
Ilustração definida por EntreNotas e gerada pela IA Copilot. Não é David Garrett, é o personagem O Violinista.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Esse filhotinho...
...de mini Espada de São Jorge não tinha nenhuma raiz quando quebrou de um outro vaso com terra. Coloquei na água e aí está crescendo!
domingo, 18 de outubro de 2026
sábado, 17 de outubro de 2026
Assinar:
Postagens (Atom)









