O enredo de Sonho Febril (George R.R. Martin) se passa entre 1857 e 1870 nas margens do lendário Mississippi, rio que corta os Estados Unidos. É nesse cenário que conhecemos o capitão Abner Marsh, falido após um rigoroso inverno destruir quase toda a sua frota de barcos a vapor, devido ao congelamento do rio e aos blocos de gelo que destroem os cais com a sua força.
O livro começa quando o desiludido protagonista recebe do aristocrata Joshua York uma proposta que parece boa demais para ser verdade: ele investirá na companhia de Marsh e dará a ele dinheiro suficiente para construir o mais imponente barco a vapor já visto. Tudo isso é prometido em troca da experiência de barqueiro do capitão e de seu silêncio a respeito dos estranhos hábitos de seu sócio, que se recusa, inclusive, a explicar os motivos que o levaram a querer navegar pelo Mississippi.
A partir daí, nasce uma improvável amizade entre os dois homens, apesar das demoradas incursões em terra de York durante a viagem de St. Louis a New Orleans, que irritam seu sócio profundamente. São os atrasos no cronograma da jornada que incomodam a Marsh, muito mais que os estranhos hábitos de York, como trocar o dia pela noite ou preferir uma bebida com gosto de animal morto aos caros uísques da embarcação. Marsh só começa a ficar inquieto em relação a esses desaparecimentos quando, um dia, seu pálido companheiro retorna de uma de suas paradas com as mãos sujas de sangue. Ou será que Marsh não deve confiar tanto no que pensa ter visto?

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