quinta-feira, 5 de julho de 2018

Filippo Bruno Nola

Este é Giordano Bruno, nascido Filippo Bruno Nola, e rebatizado Giordano quando entrou para a Ordem Dominicana aos 15 anos de idade. Lá, estudou profundamente a filosofia de Aristóteles e de São Tomás de Aquino, doutorando-se em Teologia

Contestador, logo atraiu opiniões contrárias e perseguições. Em 1576 abandonou o hábito ao ser acusado de heresia por duvidar da Santíssima Trindade.

Iniciou, então, uma peregrinação que marcou sua vida, tornando-se um viajante renomado, absorvendo diferentes culturas, refinando sua sagacidade e desenvolvendo idéias inovadoras e muito avançadas para sua época.

Acreditava no sistema heliocêntrico de Copérnico, que o Universo é infinito, que Deus é a alma universal do mundo e que todas as coisas materiais são manifestações deste princípio. Por tudo isso Bruno é considerado o pioneiro da filosofia moderna.

Por estas opiniões quentes e perigosas para sua época, Giordano Bruno foi condenado pela Inquisição. No último interrogatório não se submeteu, mostrando força e coragem. Por não abjurar foi condenado à morte na fogueira, mas antes de morrer queimado no Campo de' Fiori, ele afronta ainda mais uma vez seus inquisidores. Morreu com uma tábua e pregos na língua, para parar de "blasfemar".

Em 8 de fevereiro de 1600, obrigado a escutar ajoelhado a sentença de condenação à morte, lança aos seus juízes a histórica frase: Maiori forsan cum timore sententiam in me fertis quam ego accipiam ("Talvez sintam maior temor ao pronunciar esta sentença do que eu ao ouvi-la").
A execução de sua sentença ocorreu no dia 17 de fevereiro de 1600.

A ignorância dos homens parece ser infinita e até hoje ainda não foi vencida!

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